Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte se unem para elaborar  plano de controle do besouro metálico

Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte se unem para elaborar plano de controle do besouro metálico

Realizou-se em Belo Horizonte, no dia 5 de setembro de 2018, uma reunião técnica
com representantes dos municípios metropolitanos visando elaborar um plano de
gestão integrado de combate e controle do Besouro Metálico (Euchroma gigantea).
Esse besouro ataca árvores de espécies como Munguba (Pachira aquatica) e Paineira
(Ceiba speciosa), com consequências radicais para essas árvores, podendo causar
sérios danos ambientais, prejuízos à infraestrutura urbana e ameaçando a segurança
da população.

O evento contou com a participação de profissionais das administrações municipais da
Região Metropolitana de Belo Horizonte, organizações governamentais e não
governamentais, além de especialistas e pesquisadores de instituições de ensino e
pesquisa. Na abertura, o engenheiro Pedro Mendes Castro – Sociedade Internacional
de Arboricultura (ISA), ressaltou a importância de se apresentar aos municípios
metropolitanos o Besouro Metálico, cuja ocorrência já foi relatada em diversos
municípios da RMBH, o que pode significar ocorrência mais ampla que suposto.
Na exposição “Desafios ao Manejo do E.gigantea em Ambientes Urbanos”, o biólogo e
especialista em pragas urbanas Francisco José Zorzenon destacou as dificuldades de
se combater a praga, cujo ciclo biológico do ovo até a fase adulta é de cerca de 380
dias. Ele citou trabalhos em andamento para a criação de um repelente que possa
evitar o ataque do Besouro Metálico a uma árvore saudável, e ressaltou que já estão
sendo feitos testes neste sentido. “Estamos apostando no controle biológico da praga,
com a aplicação do gel repelente no colo da planta, diretamente nas árvores”, afirmou.
A engenheira agrônoma Maria Aparecida Rezende fez uma exposição sobre a biologia
do E. gigantea e como estão sendo desenvolvidos trabalhos de levantamento de
aspectos da biologia da praga, com a finalidade de encontrar vulnerabilidades da
espécie e mesmo uma solução para o controle do ataque do besouro às árvores.
Já a exposição sobre “Ações preventivas e de Controle do E. gigantea em Belo
Horizonte” foi conduzida pelo Engenheiro Agrônomo Sérgio André Souza Oliveira, que
falou sobre os procedimentos adotados na cidade a partir do final de 2015, época do
agravo da queda de árvores, mesmo fora do período chuvoso. Segundo Sérgio, com o
agravamento do problema em 2016, e para mitigar o risco sobre as pessoas, foram
removidas cerca de 500 árvores em situação de risco devido à ação do Besouro
Metálico.

Sérgio falou também sobre a importância da participação da mídia durante todo o
processo de supressão das árvores para facilitar a compreensão e o apoio da
população, inclusive com informações sobre árvores que já apresentassem risco de
queda.

A Secretária Regional Sudeste da SBAU, Dra. Marina Moura de Souza, falou sobre
como as concessionárias de serviços públicos podem participar das iniciativas de
controle da praga, seja no apoio operacional às administrações municipais, seja
buscando informações sobre a ocorrência do inseto nos municípios ande atuam.
Marina ressaltou também a importância da reunião para discutir como os municípios
metropolitanos estão se armando para enfrentar o problema causado pelo ataque do
Besouro Metálico. Segundo ela, “arborizar não é só plantar, mas, também, cuidar”.

Propostas
Ao final das exposições, os presentes participaram de uma discussão que norteou a
elaboração de três propostas prioritárias para se enfrentar o Besouro Metálico. A
primeira é promover um treinamento junto aos municípios metropolitanos para
identificar sinais e sintomas da presença da praga, previsto para o início de dezembro
de 20l8; a segunda, desenvolver e avaliar alternativas de prevenção e controle da
praga; e a terceira, elaborar proposta para o edital a ser enviado ao Consulado Japonês propondo parceria
nas ações de combate aos riscos causados pelo Besouro Metálico.

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