Entenda a importância dos parques para o equilíbrio das metrópoles

Entenda a importância dos parques para o equilíbrio das metrópoles

Do: G1

Morar pertinho de um parque, com pássaros, lagos e flores, e ter onde recarregar as energias em meio ao concreto é qualidade de vida para quem está nas metrópoles. Ao respirar fundo o ar mais puro das áreas arborizadas, além de aliviar o estresse da rotina moderna, o indivíduo afasta a possibilidade até mesmo de desenvolver doenças como depressão e ansiedade.

No Brasil, ao menos seis grandes cidades estão entre as mais arborizadas e todas elas contam com espaços verdes em suas áreas urbanas que cumprem esse papel: parques como o Farroupilha, em Porto Alegre, Flamboyant, em Goiânia, Serra do Curral, em Belo Horizonte, Lagoa do Taquaral, em Campinas, Jardim Botânico, em Curitiba e o Ibirapuera, em São Paulo.

A importância dos parques nessas estruturas urbanas é vital. Os parques funcionam como pulmões para a comunidade. “Pode-se dizer que são uma espécie de ar condicionado dentro das cidades. Uma metrópole de concreto, totalmente asfaltada, com muito cimento, não consegue reter a umidade e essas áreas ajudam a regular o clima”, explica Ângela Kuczach, diretora executiva da ONG Rede Nacional Pró Unidades de Conservação (Rede Pró UC).

As áreas verdes fazem ainda fazem mais pelo entorno. Elas servem, destaca Ângela, para mostrar ao homem que a natureza não depende dele para viver, ao contrário, é ele, o homem, quem depende da natureza. “As árvores fornecem oxigênio, mas não é só isso, tem a questão do bem-estar. É comprovado que estar em meio à natureza diminui o estresse e melhora a qualidade de vida”, diz. Os parques garantem o equilíbrio climático e uma boa qualidade do ar.

Além dos parques em si, a presença de árvores nas ruas e avenidas também impacta positivamente na vida das cidades. Essas mesmas seis cidades, Goiânia, Campinas, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e São Paulo estão no topo do ranking de arborização, de acordo com o último censo do IBGE de 2010.

Goiânia tem a maior proporção no país de domicílios com arborização nas quadras, com um índice de 89,5%. O levantamento levou em consideração apenas os municípios com mais de 1 milhão de habitantes. O estudo aponta também que quanto maior a arborização, melhor as condições do entorno.

“São cidades que melhor respeitam os parâmetros urbanísticos e equilibram urbanização com o plantio de árvores, por exemplo. Isso traz para a comunidade local não só um espaço de lazer, mas mostra o quanto é importante ter este contato com a natureza”, analisa Heitor Rodrigues Liberato Júnior, presidente da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana.

Mais qualidade de vida
O impacto de um parque em uma cidade vai além da função ecológica, estética e de lazer. “As áreas verdes nas cidades ajudam a manter a temperatura mais baixa, evitando as ilhas de calor, que são bastante frequentes em grandes metrópoles de intensa urbanização”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana.

Muito mais do que uma mancha verde em meio ao concreto, os parques nas grandes metrópoles trazem benefícios reais à população. Ele cita como exemplo positivo de investimento em arborização o caso de Nova York, nos Estados Unidos. “Na época do governo Obama (Barack) foi feito um levantamento a respeito das áreas verdes e foi constatado que cada US$ 1 investido no plantio de árvores gerava uma economia de US$ 2″ em saúde”, destaca.

As principais áreas verdes das cidades mais arborizadas do país
Parque Flamboyant, em Goiânia – Em uma área superior a 125 mil metros quadrados, o parque concentra árvores nativas do Cerrado. Entre seus espaços comunitários estão pistas de corrida e ciclovia. É um convite à prática esportiva. Além disso, conta com dois lagos e área infantil.
Lagoa do Taquaral, Campinas – Considerado um dos mais importantes espaços de lazer da cidade, o parque reúne diversos espaços para atividades recreativas e culturais. Mas não é só isso! Além da área bastante arborizada no entorno da lagoa, há bosques para piquenique e um viveiro de pássaros.
Parque da Serra do Curral, Belo Horizonte – Com 400 mil quadrados, o parque tem espécies de Cerrado e Campo de Altitude. Além disso, mantém vestígios de Mata Atlântica. Você pode passear por córregos, fazer trilhas e curtir a vista em mirantes. O que não falta são áreas de convívio e muito espaço para relaxar e apreciar a natureza.
Parque Farroupilha, Porto Alegre – Conhecido como Parque da Redenção, reúne mais 10 mil árvores. Durante a floração, na Primavera, o colorido de espécies como o Ypê-roxo encantam quem passa pela região. Entre as atrações estão o lago, o espelho d’água e o chafariz. A Redenção conta ainda com o auditório Araújo Vianna, que recebe shows e espetáculos durante o ano todo.
Jardim Botânico, Curitiba – Área de proteção, o parque conta com coleções de plantas que são fontes de estudo e pesquisa. Com 178 mil metros quadrados, contabiliza mais de 60 espécies vegetais e mais de 40% de sua área total é um bosque de preservação permanente. Além dos moradores, o local atrai visitantes o ano todo.
Ibirapuera, São Paulo – Com uma área superior a 1,5 milhão metros quadrados, o Ibirapuera é um dos parques mais visitados da América Latina. Em seus domínios, o visitante encontra museus, como o Museu de Arte Contemporânea, auditório, planetário, viveiro e muitos, mas muitos locais para curtir a natureza e praticar esportes ao ar livre.

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