Com mais de 700 registros por quedas de árvores, Curitiba deveria apostar na prevenção, diz especialista

Com mais de 700 registros por quedas de árvores, Curitiba deveria apostar na prevenção, diz especialista

Do: cbncuritiba

Com base em um levantamento rápido feito pela equipe da CBN Curitiba, a cidade teve ao menos vinte quedas de árvores desde janeiro. Casos esses, vale destacar, que chegaram a ser noticiados e que provocaram transtornos mais sérios, como bloqueio de ruas, danos em imóveis, carros, e até uma pessoa ferida na situação mais recente, registrada neste fim de semana.

Segundo o gerente de arborização de Curitiba, José Fernando Rios, a prefeitura não mantém registro de quantas árvores caíram pelas ruas, apenas dos acionamentos relacionados e que foram feitos ao 156. A contagem certamente tem multiplicidades, mas os chamados estão na cifra das centenas.

Segundo o responsável pelo setor, a manutenção das árvores em Curitiba é feita principalmente com base nas solicitações formalizadas por moradores, mas destacou que há também atividades pontuais de manutenção preventiva. Neste ano, ruas como a Inácio Lustosa, Padre Agostinho e a avenida Presidente Kennedy passaram pelo trabalho, que apesar de necessário não pode ser estendido a todas as vias por falta de pessoal.

Com base nas características da arborização da cidade, que tem árvores de grande porte e de idade avançada – especialmente nos bairros da região central -, a professora da UFPR e especialista em arborização Daniela Biondi avalia que essa manutenção para prevenir incidentes precisa ser feita de modo extensivo.

Ainda de acordo com a especialista, além dos riscos visíveis e mais facilmente detectáveis (como apodrecimento de raízes e presença de parasitas) há outros critérios que precisam ser incluídos na avaliação de riscos e mencionou o acidente envolvendo a pedestre ferida no último sábado (19), ao ser atingida por uma árvore na Marechal Deodoro, perto da esquina com a Barão do Rio Branco.

Sobre o caso específico da árvore que caiu no centro, a informação é de que não havia indícios de risco e que nunca foram registrados acionamentos solicitando manutenção ou podas.

Com relação à quantidade de solicitações feitas à prefeitura desde janeiro, a gerência de arborização reforçou que a quantidade foi puxada para cima pelo período chuvoso do começo do ano, que teria gerado mais ocorrências do que a média.

Repórter Cristina Seciuk

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