INFLUÊNCIA DAS DIFERENTES TIPOLOGIAS DE FLORESTA URBANA NA ATENUAÇÃO DOS EXTREMOS METEOROLÓGICOS

INFLUÊNCIA DAS DIFERENTES TIPOLOGIAS DE FLORESTA URBANA NA ATENUAÇÃO DOS EXTREMOS METEOROLÓGICOS

Do: Periodicoscientificos

INFLUÊNCIA DAS DIFERENTES TIPOLOGIAS DE FLORESTA URBANA NA ATENUAÇÃO DOS EXTREMOS METEOROLÓGICOS
Angeline Martini, Daniela Biondi, Antonio Carlos Batista

ABSTRACT

As tipologias de floresta urbana podem atuar como ilhas de frescor para a cidade, proporcionando um microclima mais agradável. Desta forma, objetivo da pesquisa foi analisar os valores extremos das variáveis meteorológicas nas diferentes tipologias de floresta urbana existentes na cidade de Curitiba, abrangendo as estações do verão e inverno. Para isso foram selecionadas áreas de diferentes tipologias de floresta urbana na cidade de Curitiba-PR: Remanescente Florestal, Área Verde Antiga, Área Verde Moderna, Arborização de Ruas e Árvore Isolada. A influência no microclima foi analisada com base nos dados meteorológicos coletados a partir do método de pontos fixos. A análise dos extremos meteorológicos revelou que o Remanescente Florestal apresentou menores valores de temperatura máxima e maiores valores de umidade relativa nas estações do verão e inverno. Em contrapartida, os maiores valores de temperatura máxima ocorreram na tipologia Árvore Isolada na estação do verão e na Arborização de Ruas no inverno. Os valores de temperatura mínima também foram menores no Remanescente Florestal em ambas estações. Conclui-se que as tipologias de floresta urbana são essenciais para a atenuação dos extremos meteorológicos.

KEYWORDS

Arborização urbana, Microclima urbano, Estações do ano

FULL TEXT:
PDF (PORTUGUÊS (BRASIL)

REFERENCES

Adams MP, Smith PL (2014) A systematic approach to model the influence of the type and density of vegetation cover on urban heat using remote sensing. Landscape and Urban Planning, 132: 47-54. doi: 10.1016/j.landurbplan.2014.08.008

Basso JM, Corrêa RS (2014) Arborização urbana e qualificação da paisagem. Paisagem e Ambiente, 34:129-148. doi: 10.11606/issn.2359-5361.v0i34p129-148

Biondi D (2015) Floresta urbana: conceitos e terminologias. In: Biondi D (ed). Floresta Urbana. Curitiba: A autora, p. 11-27.

Chang C, Li M (2014) Effects of urban parks on the local urban thermal environment. Urban Forestry & Urban Greening, 13:672-681. doi: 10.1016/j.ufug.2014.08.001

Chen A, Yao XA, Sun R, Chen L (2014) Effect of urban green patterns on surface urban cool islands and its seasonal variations. Urban Forestry & Urban Greening, 13: 646-654. doi: 10.1016/j.ufug.2014.07.006

Conti JB (2011). Clima e meio ambiente. 7.ed. São Paulo: Atual. 96p.

Cruz GCF, Lombardo MA (2007). A importância da arborização para o clima urbano. In: II Seminário Nacional Sobre Regeneração Ambiental de Cidades, Londrina, Brasil.

Dimoudi A, Nikolopoulou M (2003) Vegetation in the urban environment: microclimatic analysis and benefits. Energy and Buildings, 35(1): 69-76. doi: 10.1016/S0378-7788(02)00081-6

Grise MM (2015) Caracterização da floresta urbana de Curitiba-PR por meio de sensoriamento remoto de alta resolução espacial. Tese, Setor de Ciências Agrárias, Universidade Federal do Paraná. 147p.

Hamada S, Ohta T (2010) Seasonal variations in the cooling effect of urban green areas on surrounding urban areas. Urban Forestry & Urban Greening, 9: 15-24. doi: 10.1016/j.ufug.2009.10.002

Hasenack H, Cordeiro JLP, Hoffmann GS (2010) Macroclima, o clima regional e mesoclima, o clima local. In: SESC (ed) O clima na Reserva Particular de Patrimônio Natural SESC Pantanal. Rio de Janeiro: SESC p.61-90.

Heinl M, Hammerle A, Tappeiner U, Leitinger G (2015) Determinants of urban–rural land surface temperature differences – A landscape scale perspective. Landscape and Urban Planning, 134:33-42. doi: 10.1016/j.landurbplan.2014.10.003

Hernandes JL, Pedro Junior MJ, Bardin L (2002) Diferenças estacionais entre variáveis microclimáticas para ambientes de interior de mata, vinhedo e posto meteorológico em Jundiaí (SP). Bragantia, 61(2):169-180. doi: 10.1590/S0006-87052002000200010

Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba – IPPUC (2016) Curitiba em dados. Disponível em:.

Jiang B, Larsen L, Deal B, Sullivan WC (2015) A dose–response curve describing the relationship between tree cover density and landscape preference. Landscape and Urban Planning, 139: 16-25. doi: 10.1016/j.landurbplan.2015.02.018

Jim CY, Lo AY, Byrne JA (2015) Charting the green and climate-adaptive city. Landscape and Urban Planning, 138: 51-53. doi: 10.1016/j.landurbplan.2015.03.007

Kong F, Yin H, Wang C, Cavan G, James P (2014) A satellite image-based analysis of factors contributing to the green-space cool island intensity on a city scale. Urban Forestry & Urban Greening, 13: 846-853. doi: 10.1016/j.ufug.2014.09.009

Leal L (2012) A influência da vegetação no clima urbano da cidade de Curitiba – PR. Tese, Universidade Federal do Paraná. 172p.

Martini A, Biondi D, Batista AC (2013) Influência da arborização de ruas na atenuação dos extremos meteorológicos no microclima urbano. Enciclopédia Biosfera 9(17):1685-1695.

Nascimento DTF, Oliveira IJ (2011) Análise da evolução do fenômeno de ilhas de calor no município de Goiânia/GO (1986 – 2010). Boletim Goiano de Geografia, 31(2): 113-127. doi: 10.5216/bgg.V31i2.16849.

Shashua-Bar L, Pearlmutter D, Erell E (2009) The cooling efficiency of urban landscape strategies in a hot dry climate. Landscape and Urban Planning, 92:179-186. doi: 10.1016/j.landurbplan.2009.04.005

Sung CY (2013) Mitigating surface urban heat island by a tree protection policy: A case study of The Woodland, Texas, USA. Urban Forestry & Urban Greening, 12: 474-480. doi: 10.1016/j.ufug.2013.05.009

Velasco GDN (2007) Potencial da arborização viária na redução do consumo de energia elétrica: definição de três áreas na cidade de São Paulo – SP, aplicação de questionários, levantamento de fatores ambientais e estimativa de Graus-Hora de calor. Tese, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Universidade de São Paulo. 123p.

Volpe-Filik A, Silva LF, Lima AMLP (2007) Avaliação da arborização de ruas do bairro São Dimas na cidade de Piracicaba/SP através de parâmetros qualitativos. Revista da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana, 2(1): 34-43.

Weingartner GS (1994) Análise do efeito termoluminoso de sombreamento da arborização urbana de Porto Alegre – RS. Dissertação, Faculdade de Arquitetura, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 293p.

REFBACKS
There are currently no refbacks.

0 Comment