Árvores às margens do Anhanduí são cortadas; população teme alagamento

Árvores às margens do Anhanduí são cortadas; população teme alagamento

Do Capo Grande News

Árvores cortadas às margens do Rio Anhandui. (Foto: André Bittar)

O corte de várias árvores da mata ciliar às margens do Rio Anhandui, próximo ao Parque Ayrton Senna e o Hospital Regional, em Campo Grande, deixou moradores do bairro Aero Rancho preocupados com o futuro do local. O principal temor é com o assoreamento do rio e aumento no número dos alagamentos que ocorrem na região, além do fim da “beleza natural” do local.

Segundo pessoas que frequentam o cruzamento entre as avenidas Vereador Thyrson de Almeida e Ezequiel Ferreira Lima, no bairro Aero Rancho, equipes da prefeitura cortaram as árvores durante a semana. A princípio, a expectativa dos frequentadores do local era de que fosse realizada apenas a poda, mas o trabalho realizado foi mais do que isso.

O aposentado Edson Viturino dos Santos, de 58 anos, diz que mora na região há mais de 50 anos e costuma caminhar às margens do rio diariamente, e está preocupado com a retirada das árvores que serviam como proteção do curso de água.

“Faço caminhada aqui na região, muitos fazem isso. Vi essa semana equipes da prefeitura cortando as árvores, achei que fosse apenas poda, mas cortaram todas as árvores”, relata Edson. “Na hora que a chuva vier, a terra vai descer e a enxurrada vai levar tudo. O córrego vai assorear e vão perceber a burrada que fizeram”.

Outra reclamação é de que parte das árvores cortadas foi jogada no leito do rio e expõe todo o lixo que existe no local. Além de parte também ter ficado na calçada localizada às margens do rio. O aspecto visual como ficou o trecho é motivo adicional de lamentação dos moradores.

“Cortaram demais as árvores, ficou feio”, lamenta a Romilda Dias de Jesus, 32 anos, que possui uma peixaria em frente o local há mais de 11 anos. “O mais preocupante é o lixo, as pessoas têm costume de fazer descarte de entulho e lixo tudo na beira do córrego”, denuncia.

“Acabaram com a beleza natural do lugar”, concorda Edson Viturino dos Santos. A aposentada Miguela Alves, 77 anos, aumenta o coro do protesto. “Absurdo terem cortado todas as árvores”.

Segurança – A insegurança no local é outro fator de preocupação. Sobre o rio, na Avenida Ezequiel Ferreira Lima, há uma ponte, sob a qual, segundo moradores, usuários de drogas se escondem após cometerem furtos na região.

“Eu costumava caminhar de manhã, mas mudei o horário após ter sido vítima de um assalto” relata Miguela Alves. “É muita insegurança na área, porque usuários de drogas ficam embaixo da ponte”, conta Romilda Dias de Jesus.

Com a aproximação do mês de Abril e a chegada da comemoração da Páscoa, Romilda diz que tem de contratar seguranças para sua peixaria. “No período da Páscoa tenho que colocar seguranças para que meus clientes não sejam assaltados”.

Outro lado – A reportagem entrou em contato com a prefeitura para saber os motivos do corte das árvores e se foram realizados por suas equipes. Porém, não obtivemos resposta até o fechamento desta matéria.

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